Então, como boa cabeça-dura que sou, enfiei na mente que iria fazer com minhas próprias mãos o máximo de coisas que conseguisse para quando o neném chegasse. A primeira ideia que tive, e olha que eu já queria isso faz tempo, foi pintar um armário que tinha aqui em casa, e que deve ter uns bons 50 anos de idade. Foi do meu pai na adolescência, e por fim, herdei. Ele já ficou em tudo quanto é cômodo, já foi guarda-roupa, armário de sala, de cozinha, de limpeza. Por fim, com o aperto financeiro aqui pra comprar as coisas, decidi que seria o armário do meu filho(a). Pra isso, eu só precisava refazer a pintura, e voilá. Só não contava eu com a trabalheira que isso ia dar - física e emocional.
Nada pessoal, eu adorava a pintura que tinha nele - era azul e amarelinho, e minha tia que tinha pintado. Mas a pintura estava desgastada, batida e velha. Navegando na internet, encontrei tantos tutoriais que não poderia parecer mais fácil pintar o móvel. Fui lá e comprei o removedor pra tirar as camadas de tinta que estavam nele, e adivinha: a tinta não saía nem a pau!! Pra piorar, ela ficou enrugada em alguns lugares, e depois de comprar 2 tipos diferentes, fiquei com tanta raiva que desisti. Coloquei o Matheus (meu noivo), pra trabalhar no armário, mas o negócio tava tão difícil que até acabamos brigando.
No fim das contas, eu queria mesmo era botar fogo nesse armário ou jogar ele de cima de um morro bem alto. (Os hormônios não são fáceis, tá?!)
Um belo dia, estava eu no Walmart e vi uma tinta verde-água que adorei - tinta de parede mesmo. Liguei pra minha tia que tinha pintado o armário e ela falou pra eu passar por cima mesmo, sem fazer mais nada, que ia dar certo. E deu! Dei uma lixada pra tirar os enrugados, e passei a primeira demão.
Pra minha surpresa (e desapontamento), assim que o Matheus viu o armário falou que não gostava dessa cor. Sabe quando você olha pro negócio e perde todo o encanto? Pois é, fiquei desolada (hormônios de novo!), e não queria mais pintar. Por fim, depois de incentivos e mais incentivos, resolvi terminar a bagaça. Passei todas as demãos, pintei as prateleiras e gavetas de azul, e finalmente hoje consegui terminar! UFA!
Pra melhorar, o Matheus disse que adorou!
Confesso que fiquei tão emocionada quando acabou que quis chorar - eu consegui, sozinha! Agora já estou super animada pra fazer os outros móveis aqui. Ganhamos uma arara bem bonita que estou pintando de branco, e vou providenciar uns caixotes de feira pra fazer uma estante, porque adoro coisas recicladas!
Terminada a saga do armário, vi que realmente faz diferença o "faça-você-mesmo". Criei um super carinho pelo móvel e minha auto-estima foi lá nas alturas, não é que eu fui capaz mesmo?
E ta aí como ficou o bichinho que deu tanto trabalho: (a foto tá meio ruim, mas é a emoção do momento)

E é isso aí! Agora que a saga do armário acabou, descobri que posso mesmo fazer esse quartinho do jeitinho que o coração mandar, com amor e carinho demais.
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