sexta-feira, 18 de abril de 2014

Um lugar de sonhos.


Eu tenho tido, desde a saga do armário (hehe) um e-n-o-r-m-e prazer, que só se equipara a e-n-o-r-m-e ansiedade, de preparar, com todo o amor do mundo, o quartinho da Sofia.

Na verdade, ando fazendo a rapa aqui em casa, com todos os móveis que já temos, atrás de coisas que eu possa reformar pra colocar no quarto dela. A experiência tem sido maravilhosa, o cansaço tem sido grande, e a ansiedade só aumenta a cada dia que passa.

Primeiro, pintei o armário, que deu um puta trabalhão (já contei por aqui). Depois, foi uma arara de roupas que eu tinha ganho da loja da minha mãe, que pintei de branco. Por fim, pintei um móvel que parece um criado-mudo, que os meus gatos já tinham detonado, e que ia pra doação. Acabou ficando muito melhor do que eu esperava! Olha só:


                                          


Juntamos à um sofá que também ganhei da minha mãe, e, como estou montando um quarto segundo a filosofia Montessori, veio o cantinho para brincar, com um espelho bem baixo na horizontal e um tapete que comprei quando morava em Ouro Preto, somado à adesivos lindos que minha tia me deu. A madrinha da Sofia, minha amiga Ariane, quem ajudou a montar. Por fim, a cortina, foi com ajuda do padrinho Dôdo. Medimos as portas, fomos na loja e compramos linho. E como dois músicos são piores do que um tapado na matemática, erramos a medida, o pano ficou curto, tive que comprar mais pano e fazer um improviso. Mas gostei muito do resultado! Tá ficando assim:

(ATENÇÃO: as cenas a seguir contém imagens fortes e extremamente fofas de dois gatos que são perigosamente curiosos e amados.)











O negócio tá tomando forma, que delícia! Eu não tenho palavras para expressar o quanto tenho adorado este processo todo. Mas, queria fazer uma pausa, porque tenho palavras até demais pra agradecer a Ari.

Sabe, quando eu e o Matheus conversamos sobre a escolha dos padrinhos da Sofia, ficamos debatendo quem poderia ser. Não queríamos ninguém das nossas famílias, mas algum amigo nosso, para que essa pessoa também se tornasse nossa família. E entendemos que essa pessoa não precisava ser alguém que é o seu melhor amigo, desde que fosse a melhor pessoa possível para nossa filha. Alguém presente, com integridade, sinceridade, e que faria sempre o bem para nosso amado bebê.

Nesse momento, me veio à mente o primeiro dia em que senti a Sofia chutando na minha barriga. Estávamos na casa da Ari, num churrasco, e quando ela colocou a mão no barrigão, começou a chorar. Eu fiquei perplexa com a emoção dela - que era até maior que a minha. Ela me perguntou todos os dias como eu estava, respeitou sempre todas as minhas decisões em relação à gestação, e sempre me apoiou. Nesse dia eu soube que, embora nós não fossemos melhores amigas, ela seria a melhor amiga do meu bebê. Que a nossa amizade ainda está em construção, mas que eu quero que ela seja parte da minha família, que ela compartilhe esses momentos comigo, e que minha filha tenha do seu lado alguém tão pura e sincera quanto ela é. E se você tá lendo isso, flor, saiba que eu sou extremamente grata a você por tudo o que tem feito por nós, e que eu espero ser capaz de demonstrar isso (apesar da minha cabeça muito dura) e de retribuir.

O padrinho, é claro, foi uma escolha um pouco óbvia. O Dôdo é o meu melhor amigo, meu amado cunhado, e não poderia ser diferente. Ele é uma exceção à regra que eu mencionei de não ser da família, porque, pra mim, ele é minha família faz um tempo já - teve dias que ele era a única pessoa que eu tinha. Hoje eu sei que a Sofia vai ter os padrinhos mais lindos, atenciosos e carinhosos do mundo. Eu tô tranquila e feliz com a nossa decisão.


MAAAAAAAS, voltando ao assunto do quarto. Tirei uma foto panorâmica (sou péssima nisso), e aí vai o ambiente já montado da Sofia.


                      


Espero que este quarto seja um lugar onde ela possa sonhar muito, onde possa criar, se expressar, sorrir, cantar. Um lugar de sonhos compartilhados entre eu, ela, o Matheus, os amados padrinhos, e todas as outras pessoas que nos enviarem (pessoalmente ou não), amor.


PS. O quarto da Sofia não tem só rosa, nem terá. Ainda não tá, mas vai ser o mais colorido possível. Essa menina terá direito a todas as cores do mundo!

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